UNB - Universidade de Brasília – EAD
Evanio Evangelista Costa
de Souza
Edglês Gome Kruk
Selma de Almeida Noleto
Natalina Moretto
Gutenberg Correia Nicacio
Edglês Gome Kruk
Selma de Almeida Noleto
Natalina Moretto
Gutenberg Correia Nicacio
"O futuro da
profissão docente nas áreas de Música, Artes Visuais e Teatro no Século
XXI".
Relatório de
Pesquisa na internet.
Palmas, 26 de Abril de 2014.
"O futuro da
profissão docente nas áreas de Música, Artes Visuais e Teatro no Século
XXI".
Relatório de
Pesquisa na internet.
UNB - Universidade de
Brasília – EADLicenciatura Plena em Música
Evanio Evangelista Costa de Souza
Edglês Gome Kruk
Selma de Almeida Noleto
Natalina Moretto
Gutenberg Correia Nicacio
Professora: Marcela Di
Santto
Palmas, 26 de Abril de 2014.
"O
futuro da profissão docente nas áreas de Música, Artes Visuais e Teatro no
Século XXI".
Introdução:
Na lei de diretrizes e base da educação nacional – LDB (Lei Nº 9494/96)
no seu artigo 1º, §2º, encontramos que “a educação escolar deverá vincular-se
ao mundo do trabalho e à pratica social”. Além disso, a educação tem por
finalidade, conforme o artigo 2º, “o pleno desenvolvimento do educando”.
Quem trabalha com alguma linguagem
artística tem consciência dos inúmeros benefícios que o vivenciar da pratica
musical e o conhecimento que essa disciplina proporciona trazem, bem como do
seu papel para o individuo e para a sociedade.
Já na antiguidade grega Platão o filósofo
falava sobre a arte enquanto base da educação. O musico e professor H. J.
Koellreutter acredita que a arte em suas múltiplas linguagens da qual a musica
faz parte desempenha basicamente três funções na sociedade:
·
Arte-jogo;
·
Arte-ciência;
·
Arte-ação;
O nosso trabalho abrange uma reflexão sobre artigos que pontuam
experiências com a arte-jogo também chamada lúdica pontuamosporém os objetivos
de área de conhecimento e de intencionalidade pautados por estratégias que
tornam possíveis uma aprendizagem de/com música significativa no ambiente
escolar.
As seis experiências escolhidas e partilhadas pelo grupo denotam o valor
do ensino da linguagem artística musica na formação de crianças e jovens tanto
do ponto de vista social/antropológico, como enquanto fonte de conhecimento.
Outra característica que sintoniza os textos é que as já citadas experiências
nos levam a refletir sobre as funções da musica na escola e sua relação com as
tecnologias inclusive com as tecnologias de informação. Podemos assim
compreender o quanto o trabalho com essa disciplina pode ser atual sem perder a
ludicidade se tornando uma experiência fascinante para os estudantes. Não
podemos esquecer de ressaltar que para os pequenos a contextualização no
vivenciar musica é importante na construção do conhecimento significativo desta
linguagem.
Destacamos ainda outros importantes elementos que não tenham a pratica
desses artigos de experiências que serviram de reflexão para o nosso grupo e
como incentivo no pensar o chão da sala de aula como espaço de alegria de
afetividade de troca de aprendizagem. São eles:
·
Respeitar a idade/maturidade dos estudantes;
·
Usar o jogo e o aspecto lúdico como meio de
expressão e de conhecimento;
·
Usar a tecnologia disponível de maneira
educativa e enriquecedora;
·
Usar as tecnologias de informação trazendo
para as vivências em sala de aula instrumentos que fazem parte do cotidiano das
crianças na contemporaneidade;
·
Propiciar a participação dos estudantes de
forma ativa, criativa e critica;
·
Transformar os momentos das aulas de educação
musical em espaço de prazer alegria e conhecimento.
O artigo escolhido/a experiência escolhida:
Nesta perspectiva o trabalho escolhido pelo
grupo como mais inspirador com a experiência inovadora para a educação musical,
foiAula de música e escola concepções e expectativas de alunos do ensino
médio sobre a aula de música da escola. Cristina Bertoni dos Santos
da Revista nº Revista nº 27 - Janeiro/Junho de 2012 (ABEM) postado pelos
acadêmicoEdgles
Gomes Kruk.
Este artigo trata de estudos das diferentes
concepções de juventude, das relações entre os jovens e a música, dos sentidos
atribuídos pelos jovens à escola. A escola tem sido um espaço contemplado por
investigadores das diferentes áreas do conhecimento, e o olhar para os jovens
tem sido a perspectiva pela qual realizam suas pesquisas.
A metodologia escolhida para a realização
desta pesquisa foi a de grupos de discussão. Para as discussões foram formados
quatro grupos. Cada grupo realizou duas discussões que duraram cerca de 30
minutos cada e a faixa etária de abrangência dos 31 participantes ficou entre
os 13 anos e os 18 anos de idade. Para Flick (2004, p. 126), “as
discussões em grupo correspondem à maneira pela qual as opiniões são geradas,
expressadas e cambiadas na vida cotidiana”. Ao entrevistar, ao mesmo tempo,
indivíduos diferentes, determinados aspectos relevantes poderão surgir por
conta da especificidade da dinâmica de grupo. Para o autor, tal especificidade
“transforma-se em uma ferramenta que reconstrói opiniões individuais de forma
mais adequada” (Flick, 2004, p. 126). Os jovens na escola convivem em
grupo, seja nos espaços específicos de ensino e de aprendizagem, como as salas
de aula, os laboratórios e as bibliotecas, seja nos demais espaços escolares,
como o pátio ou os corredores. Por meio dos grupos, formam opiniões, estruturam
pensamentos e trocam ideias.
As aprendizagens em música são apontadas em
diferentes momentos das discussões e aparecem sob a forma de diferentes figuras
do aprender, tais como objetos-saberes, objetos cujo uso deve ser
aprendido, atividades e dispositivos relacionais.
1- Objetos-saberes Ao
falar a respeito do que sabem de música, os alunos apontam alguns elementos da
música (objetos-saberes), tais como “notas”, “compasso”, “letras” de músicas,
que fazem parte de um conjunto de aprendizados que se espera da escola e que
levam a processos de objetivação-denominação.
Lenon
– É, alguma ou outra nota, mas eu não sei se é o dó,
se é lá. (Grupo 1).
Roberto
– Eu sei letras de músicas, eu tenho facilidade para
decorar letras.
Paulo
– Eu sei as notas, sei o compasso, sei entrar no
tempo certo, sei! Aprendi sozinho a tocar. (Grupo 2).
Alex
– Eu só sei botando as letras. Não sei tocar com ré,
mi, não sei tocar [ao referir-se às “letras”, quer dizer as cifras].
Dino
– Eu sabia tocar assim, só com dó, ré, assim. Ler
partitura, não sei. (Grupo 4).
Ao falarem do que para eles é saber música,
os alunos se distanciam e indicam o que não sabem, demonstrando, muitas vezes,
conhecer os termos específicos utilizados na área.
2- Objetos cujo uso deve ser aprendido - São
mencionados nas falas dos alunos, são os instrumentos que se pode tocar.
Yago
– Eu sei tocar violão e guitarra, só isso.
Guida –
Um pouco de cada coisa, mas mais o teclado, eu acho. (Grupo 1).
Roberto
– Eu sei tocar guitarra.
Euclides –
Eu toco bateria.
Davi
– Eu toco pandeiro.
Lelo –
Tá, eu sei tocar um pouco de cavaco, sora. (Grupo 2).
Ao falar da prática, os alunos enfatizam a
intensidade da relação com a música e dão inícios de que esta faz sentido pelas
suas referências e sentimentos.
3- Atividades - Os
alunos indicam atividades que se podem realizar a partir da relação com a
música. A partir de suas vivências, os alunos indicam a percepção de
diversas atividades que se podem realizar na música e que estão relacionadas à
formação de bandas.
Ao falar sobre o que se pode aprender em
música, os alunos do Grupo 4 desenvolvemuma discussão a partir da atividade de
ouvir, vista como algo que se pode aprender em música. Os alunos indicam
que aprender música, entre outras coisas, nos possibilita aprender a ouvir
música de modo diferente, prestando atenção em aspectos que, numa escuta não
direcionada ao aprendizado, não ouviríamos.
Daniela
– Aprender a ouvir música, assim, de outra maneira,
de outro jeito.
Pesquisadora
– Qual seria esse jeito?
João
– Entendendo mais.
Donga
– Não, sabendo os instrumentos que eles estão
tocando, assim, não adianta tu escutar só a voz do cara, assim, ah, se tá
tocando um baixo.
Dino
– Saber o que que eles tão fazendo. (Grupo 4).
4- Processos de ensino e aprendizagem em
música: “Assim, tentar fazer ele Ir evoluindo aos poucos” -
Os alunos demonstram uma certa relação de saber com a música que lhes
possibilita determinar o que querem aprender, assim como o que deveriam
ensinar, se estivessem em relação de ensino de música com alguém. Indicam que,
para que se ensine, é necessário saber a respeito daquilo que se vai ensinar e
também a respeito do processo da aprendizagem.
Joca
– Não adianta tu ensinar a pessoa todo mal lá. Tipo,
um amigo meu, que ele não toca, digamos que nada, assim, e tá tentando ensinar
uma guria e ele, tocando errado, ainda. (Grupo 3).
Gabriel
– Sim, eu penso assim: eu gosto de ensinar bastante
coisas, coisas que eu sei, de uma maneira bem fácil e vendo que ela [a pessoa]
tá entendendo e sem fantasmas, assim, bem claro e bem leve.
Pablo
– Por exemplo, bah, ó, eu te ensino a tocar violão.
Eu ia lá, pegava os dedinhos dele: ah, vê se põe na casa, põe na corda, faz
isso, faz aquilo… (Grupo 2)
Nesse sentido, os alunos, tanto no que se
refere ao aprendizado quanto no que se refere ao ensino, indicam que ambos são
processos de construção e requerem o domínio do conhecimento. Os alunos
atribuem sentidos à música pelas suas vivências, tendo a si mesmos como
referência. Assim, conseguem se colocar no lugar do outro ao simularem uma
situação de ensino e aprendizagem em música, e indicar abordagens de ensino,
criticar, dar ideias, bem como identificar possíveis processos de aprendizagem
musical.
Concluímos as nossas divagações refletindo
que tecnologia do grego techne (arte) e logos (palavraou discurso) – é a soma
dos modos através dosquais são alcançados objetivos práticos e estéticos.Uma
nova tecnologia tanto permite que objetivostradicionais sejam perseguidos por
novos meiosquanto possibilita que sejam definidos novosobjetivos. (Moore, 1995,
p. 135).
Conclusões:
Nessa perspectiva, chegamos a conclusão que a educação musical é um
importante agente no desenvolvimento social e individual mas para que alcance
seu objetivo deve se evitar que o seu ensino seja “enfadonho”, excessivamente
teórico distante da realidade das crianças e jovens, incorporando aspectos da
contemporaneidade como as tecnologias de informação, por exemplo. O desafio e
quebrar paradigmas e ousar na metodologia.
Bibliografia/fontes:
- http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/musica-aprender-se-divertir-422851.shtml