terça-feira, 29 de abril de 2014


UNB - Universidade de Brasília – EAD
Evanio Evangelista Costa de Souza
Edglês Gome Kruk
Selma de Almeida Noleto
Natalina Moretto
Gutenberg Correia Nicacio









 "O futuro da profissão docente nas áreas de Música, Artes Visuais e Teatro no Século XXI".
Relatório de Pesquisa na internet.











Palmas, 26 de Abril de 2014.

 "O futuro da profissão docente nas áreas de Música, Artes Visuais e Teatro no Século XXI".
Relatório de Pesquisa na internet.



UNB - Universidade de Brasília – EADLicenciatura Plena em Música
Evanio Evangelista Costa de Souza
Edglês Gome Kruk
Selma de Almeida Noleto
Natalina Moretto
Gutenberg Correia Nicacio
Professora: Marcela Di Santto













Palmas, 26 de Abril de 2014.
"O futuro da profissão docente nas áreas de Música, Artes Visuais e Teatro no Século XXI".

Introdução:

Na lei de diretrizes e base da educação nacional – LDB (Lei Nº 9494/96) no seu artigo 1º, §2º, encontramos que “a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à pratica social”. Além disso, a educação tem por finalidade, conforme o artigo 2º, “o pleno desenvolvimento do educando”.

            Quem trabalha com alguma linguagem artística tem consciência dos inúmeros benefícios que o vivenciar da pratica musical e o conhecimento que essa disciplina proporciona trazem, bem como do seu papel para o individuo e para a sociedade.

             Já na antiguidade grega Platão o filósofo falava sobre a arte enquanto base da educação. O musico e professor H. J. Koellreutter acredita que a arte em suas múltiplas linguagens da qual a musica faz parte desempenha basicamente três funções na sociedade:
·         Arte-jogo;
·         Arte-ciência;
·         Arte-ação;

O nosso trabalho abrange uma reflexão sobre artigos que pontuam experiências com a arte-jogo também chamada lúdica pontuamosporém os objetivos de área de conhecimento e de intencionalidade pautados por estratégias que tornam possíveis uma aprendizagem de/com música significativa no ambiente escolar.
As seis experiências escolhidas e partilhadas pelo grupo denotam o valor do ensino da linguagem artística musica na formação de crianças e jovens tanto do ponto de vista social/antropológico, como enquanto fonte de conhecimento. Outra característica que sintoniza os textos é que as já citadas experiências nos levam a refletir sobre as funções da musica na escola e sua relação com as tecnologias inclusive com as tecnologias de informação. Podemos assim compreender o quanto o trabalho com essa disciplina pode ser atual sem perder a ludicidade se tornando uma experiência fascinante para os estudantes. Não podemos esquecer de ressaltar que para os pequenos a contextualização no vivenciar musica é importante na construção do conhecimento significativo desta linguagem.
Destacamos ainda outros importantes elementos que não tenham a pratica desses artigos de experiências que serviram de reflexão para o nosso grupo e como incentivo no pensar o chão da sala de aula como espaço de alegria de afetividade de troca de aprendizagem. São eles:
·         Respeitar a idade/maturidade dos estudantes;
·         Usar o jogo e o aspecto lúdico como meio de expressão e de conhecimento;
·         Usar a tecnologia disponível de maneira educativa e enriquecedora;
·         Usar as tecnologias de informação trazendo para as vivências em sala de aula instrumentos que fazem parte do cotidiano das crianças na contemporaneidade;
·         Propiciar a participação dos estudantes de forma ativa, criativa e critica;
·         Transformar os momentos das aulas de educação musical em espaço de prazer alegria e conhecimento.

O artigo escolhido/a experiência escolhida:

Nesta perspectiva o trabalho escolhido pelo grupo como mais inspirador com a experiência inovadora para a educação musical, foiAula de música e escola concepções e expectativas de alunos do ensino médio sobre a aula de música da escola. Cristina Bertoni dos Santos da Revista nº Revista nº 27 - Janeiro/Junho de 2012 (ABEM) postado pelos acadêmicoEdgles Gomes Kruk.
Este artigo trata de estudos das diferentes concepções de juventude, das relações entre os jovens e a música, dos sentidos atribuídos pelos jovens à escola. A escola tem sido um espaço contemplado por investigadores das diferentes áreas do conhecimento, e o olhar para os jovens tem sido a perspectiva pela qual realizam suas pesquisas.
A metodologia escolhida para a realização desta pesquisa foi a de grupos de discussão. Para as discussões foram formados quatro grupos. Cada grupo realizou duas discussões que duraram cerca de 30 minutos cada e a faixa etária de abrangência dos 31 participantes ficou entre os 13 anos e os 18 anos de idade. Para Flick (2004, p. 126), “as discussões em grupo correspondem à maneira pela qual as opiniões são geradas, expressadas e cambiadas na vida cotidiana”. Ao entrevistar, ao mesmo tempo, indivíduos diferentes, determinados aspectos relevantes poderão surgir por conta da especificidade da dinâmica de grupo. Para o autor, tal especificidade “transforma-se em uma ferramenta que reconstrói opiniões individuais de forma mais adequada” (Flick, 2004, p. 126). Os jovens na escola convivem em grupo, seja nos espaços específicos de ensino e de aprendizagem, como as salas de aula, os laboratórios e as bibliotecas, seja nos demais espaços escolares, como o pátio ou os corredores. Por meio dos grupos, formam opiniões, estruturam pensamentos e trocam ideias.
As aprendizagens em música são apontadas em diferentes momentos das discussões e aparecem sob a forma de diferentes figuras do aprender, tais como objetos-saberes, objetos cujo uso deve ser aprendido, atividades e dispositivos relacionais.
1- Objetos-saberes Ao falar a respeito do que sabem de música, os alunos apontam alguns elementos da música (objetos-saberes), tais como “notas”, “compasso”, “letras” de músicas, que fazem parte de um conjunto de aprendizados que se espera da escola e que levam a processos de objetivação-denominação.
Lenon – É, alguma ou outra nota, mas eu não sei se é o dó, se é lá. (Grupo 1).
Roberto – Eu sei letras de músicas, eu tenho facilidade para decorar letras.
Paulo – Eu sei as notas, sei o compasso, sei entrar no tempo certo, sei! Aprendi sozinho a tocar. (Grupo 2).
Alex – Eu só sei botando as letras. Não sei tocar com ré, mi, não sei tocar [ao referir-se às “letras”, quer dizer as cifras].
Dino – Eu sabia tocar assim, só com dó, ré, assim. Ler partitura, não sei. (Grupo 4).
Ao falarem do que para eles é saber música, os alunos se distanciam e indicam o que não sabem, demonstrando, muitas vezes, conhecer os termos específicos utilizados na área.
2- Objetos cujo uso deve ser aprendido - São mencionados nas falas dos alunos, são os instrumentos que se pode tocar.
Yago – Eu sei tocar violão e guitarra, só isso.
Guida – Um pouco de cada coisa, mas mais o teclado, eu acho. (Grupo 1).
Roberto – Eu sei tocar guitarra.
Euclides – Eu toco bateria.
Davi – Eu toco pandeiro.
Lelo – Tá, eu sei tocar um pouco de cavaco, sora. (Grupo 2).
Ao falar da prática, os alunos enfatizam a intensidade da relação com a música e dão inícios de que esta faz sentido pelas suas referências e sentimentos.
3- Atividades - Os alunos indicam atividades que se podem realizar a partir da relação com a música. A partir de suas vivências, os alunos indicam a percepção de diversas atividades que se podem realizar na música e que estão relacionadas à formação de bandas.
Ao falar sobre o que se pode aprender em música, os alunos do Grupo 4 desenvolvemuma discussão a partir da atividade de ouvir, vista como algo que se pode aprender em música. Os alunos indicam que aprender música, entre outras coisas, nos possibilita aprender a ouvir música de modo diferente, prestando atenção em aspectos que, numa escuta não direcionada ao aprendizado, não ouviríamos.
Daniela – Aprender a ouvir música, assim, de outra maneira, de outro jeito.
Pesquisadora – Qual seria esse jeito?
João – Entendendo mais.
Donga – Não, sabendo os instrumentos que eles estão tocando, assim, não adianta tu escutar só a voz do cara, assim, ah, se tá tocando um baixo.
Dino – Saber o que que eles tão fazendo. (Grupo 4).
4- Processos de ensino e aprendizagem em música: “Assim, tentar fazer ele Ir evoluindo aos poucos” - Os alunos demonstram uma certa relação de saber com a música que lhes possibilita determinar o que querem aprender, assim como o que deveriam ensinar, se estivessem em relação de ensino de música com alguém. Indicam que, para que se ensine, é necessário saber a respeito daquilo que se vai ensinar e também a respeito do processo da aprendizagem.
Joca – Não adianta tu ensinar a pessoa todo mal lá. Tipo, um amigo meu, que ele não toca, digamos que nada, assim, e tá tentando ensinar uma guria e ele, tocando errado, ainda. (Grupo 3).
Gabriel – Sim, eu penso assim: eu gosto de ensinar bastante coisas, coisas que eu sei, de uma maneira bem fácil e vendo que ela [a pessoa] tá entendendo e sem fantasmas, assim, bem claro e bem leve.
Pablo – Por exemplo, bah, ó, eu te ensino a tocar violão. Eu ia lá, pegava os dedinhos dele: ah, vê se põe na casa, põe na corda, faz isso, faz aquilo… (Grupo 2)
Nesse sentido, os alunos, tanto no que se refere ao aprendizado quanto no que se refere ao ensino, indicam que ambos são processos de construção e requerem o domínio do conhecimento. Os alunos atribuem sentidos à música pelas suas vivências, tendo a si mesmos como referência. Assim, conseguem se colocar no lugar do outro ao simularem uma situação de ensino e aprendizagem em música, e indicar abordagens de ensino, criticar, dar ideias, bem como identificar possíveis processos de aprendizagem musical.
Concluímos as nossas divagações refletindo que tecnologia do grego techne (arte) e logos (palavraou discurso) – é a soma dos modos através dosquais são alcançados objetivos práticos e estéticos.Uma nova tecnologia tanto permite que objetivostradicionais sejam perseguidos por novos meiosquanto possibilita que sejam definidos novosobjetivos. (Moore, 1995, p. 135).
Conclusões:
Nessa perspectiva, chegamos a conclusão que a educação musical é um importante agente no desenvolvimento social e individual mas para que alcance seu objetivo deve se evitar que o seu ensino seja “enfadonho”, excessivamente teórico distante da realidade das crianças e jovens, incorporando aspectos da contemporaneidade como as tecnologias de informação, por exemplo. O desafio e quebrar paradigmas e ousar na metodologia.


Bibliografia/fontes:
-  http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/musica-aprender-se-divertir-422851.shtml
--http://www.abemeducacaomusical.org.br/revistas.html


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